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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Grinoete!

Pretendo escrever com maior regularidade. Sério! Retomando as histórias, essa é da minha primeira temporada na TELESC (antes da privatização)...

Alguns amigos não sabem, mas trabalhei como telefonista no 102 da TELESC ("Auxílio à lista, boa noite! No que posso ajudar?"). E algumas boas histórias ocorreram por lá.

Trabalhávamos nas PA`s (posições de atendimento), cujo funcionamento  era setorizado por região. Tipo Pa's 01 até 20, Florianópolis e região; 21 até 30 Lages e região... Acho deu para entender. Numa noite daquelas, eu estava atendendo a região de Lages quando o meu fone apitou (avisando que havia usuário na linha):
- Auxílio à lista, boa noite! No que posso ajudar? Digo, seguindo à risca a fraseologia.
- Boa noite! Quero o número do Grinoete! Diz uma senhora com sotaque de gaúcho de Lages. (Essa referência é para o pessoal de SC.
Eu, mais do que depressa digito "Grinoete"... E a tela de fósforo verde pisca me devolvendo:
>> Não localizado.
Sempre fui um bom garimpador de dados da base da Telesc, e tinha uma marca pessoal de 97% de AC (Atendimento Completo é atendimento cujo final resulta no número solicitado pelo o cliente). Não encontrar já me deixou alerta. Enquanto digitava variações para ver se aparecia algo (Grinuete >> Não localizado., Grinueti>> Não localizado., etc...), perguntei:
- Senhora? Teria uma referência, ou nome de rua?
- Oras que pergunta mais sem sentido! O Grinoete, aqui na avenida principal!
- Senhora, a central de atendimento do 102 da qual falo é localizada em Florianópolis. Dessa manei...
- Me passe então para a central daqui de Lages!!
- Senhora, todo o esta...

- Que absurdo! Como Lages não tem? EU SEI, que Chapecó tem uma central própria!
- Senhora, todo o estado é atendido por aqui. Se me informar a rua, e o que seria a atividade do Grinoete poderei lhe ajudar.
Respondo educadamente.
- Duvido, afinal esse povinho do litoral não quer nada com o trabalho... Fala "educadamente" a senhora.
- Senhora, qual o ramo de atividade e se possível uma referência. Falo para poder completar o atendimento.
- O Grinoete é um restaurante, muito bom por sinal. Fica na avenida principal, a avenida XXXX. 
Começo a pesquisa cruzando as informações... E nada de aparecer o bendito restaurante, e ainda ficava ouvindo a senhora reclamar ( Que absurdo! Tiraram a central de 102 daqui de Lages meu velho... Onde vamos parar! ). Ficando puto resolvo fazer a pesquisa da maneira semi-antiga: Puxo todos os estabelecimentos comerciais da Av. XXXX e inicio a leitura página à página... E nada.
- Senhora? Não localizo esse estabelecimento... Falo, pensando em completar com "Esse estabelecimento não possui algum outro nome", pois muitas pessoas dão nomes imaginários para estabelecimentos.
- Dá para ver a placa daqui! Que droga! Olha, para te facilitar. Fica ao lado da farmácia Gauchão Cura Tudo.
- Mais um instante, enquanto refaço a pesquisa. 

Recomeço, com a nova referência... Pesquiso a farmácia Gauchão Cura Tudo. Encontro. Inicio a busca nas redondezas quando...
- Senhora? Localizei um restaurante com o nome de Restaurante Green White...
- Isso mesmo! Grinoete! Pode me passar o número.
Aponto o sistema para o "Grinoete"  e depois de iniciar a fala automática começo a rir, para não chorar de raiva!

domingo, 24 de março de 2013

Essa é dos tempos de Universidade...

Havia uma colega, de quem gostávamos muito. Mas essa pessoa tinha um defeito, de tempos em tempos ela tinha uns rompantes de "genialidade". Uma vez ela resolveu passar um trote nos calouros, no dia da 2ª aula de G.A. (Geometria Analítica), ela chegou bem cedo (o professor já era conhecido dela e ela sabia que ele normalmente atrasava 10 minutos, ela era repentente) E escreveu no quadro:

Aula de Geometria Analítica, transferida para o CTC, sala 401.

E saiu, esperando ver os calouros saírem correndo para a nova sala... Eu estava sentado perto da sala ali no CCE, vendo o ocorrido. Ela veio falar comigo dando risada e conversamos um pouco. Por algum motivo ela teve que sair dali e não pôde ver o fruto que ela plantou. Fiquei por ali descansando (sono infinito depois do almoço no RU), nesse meio tempo vieram alguns calouros e viram o recado. Daí ocorreu o seguinte diálogo:
"--- Fulano, vamos lá!
 --- Espere, vamos esperar a Siclana que está apagando o quadro!
 --- Mas vocês estão apagando porquê? Têm mais gente que precisa ler o recado...
 --- Ah, é mesmo! Siclana, escreve o recado de novo."

E os 3 ou 4 calouros saíram felizes atrás do CTC... Nisso a colega voltou com uma amiga e entrou na sala ainda vazia, e ouvi a seguinte conversa:
"--- Nooossa! Fui passar um trote nos calouros, e não é que acertei que o professor ia mudar de sala?
 --- Tem certeza?
 --- Claro, veja a letra é diferente da minha! Vamos correr senão a gente não chega a tempo..."
Quando eu ouvi, comecei a rir e fiquei quieto. Elas saíram correndo e 3 minutos depois começa a chegar o povo junto com o professor. Que ao chegar diz: " Que aviso é esse?" Deixa pra lá, vamos começar a aula."

sexta-feira, 1 de março de 2013

1as memórias

Como prometido nesse post (Blogando)segue primeira história:
Numa da viagens, entre Macapá-Belo Horizonte (ou Macapá-Florianópolis, não lembro desses detalhes). É um trajeto longo, com uma parada de uma hora e meia em Brasília, e apesar de não ser friorento a Luciane me recomendou levar uma manta... A manta em questão era pequena, espessa e de cor laranja e por um acaso do destino - um laranja exatamente do mesmo tom da GOL.
Lá pelas tantas peguei a manta, me cobri e tentei dormir. Quando ouvi o seguinte diálogo:
"-- Mocinha, estou com frio. Pode me arranjar uma manta?"
-- Senhora, há algum tempo não fornecemos mais esse serviços.
-- Porquê vocês não querem me arranjar uma coberta?"
-- Mas senhora, não é esse o caso a compa...
-- Porquê arranjaram para aquele rapaz e não querem arranjar para mim!?"
Nessa hora a velhinha apontou para mim... As comissárias olharam desconcertadas umas às outras. E eu fingindo dormir... A Senhora ficou insistindo tanto, que as comissárias vieram falar como sob a estrita vigilância da senhora friorenta, confirmar se a coberta era minha ou da companhia aérea...
No final demos boas risadas (tirando a velhinha que continuou achando que a manta era da GOL).

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ah! Sofia...

Se existe uma coisa que é impressionante é a capacidade das crianças em captar informação ao seu redor e guardar e processar ou processar e guardar...
A Sofia tem umas histórinhas com a física e a matemática bem interessantes, vou dividir com vocês.

No período da virada de 2009-2010, passamos na casa de uma grande amiga nossa,a Estela, lá em BH. Na casa dessa amiga tem piscina, e a Sofia ganhou bóias de braços de outra amiga. Bem, as bóias eram para crianças apartir de 5 anos, mesmo assim vestimos na nela, o problema é que ela (a Sofia) afundava mesmo com as bóias, para flutuar ela tinha que ficar com os braços rígidos juntos ao corpo. E um momento de cansaço extremo ela tentava ficar rígida mas não conseguia e afundava...
Bem quando isso aconteceu, ela começo a olhar para mim e a pedir ajuda da seguinte maneira:
- Papai me ajude, o buraco negro está me puxando!  Me ajude!
E repetia que não conseguia pro causa do buraco negro. Nem preciso dizer que um amigo próximo à piscina disse:
- É tinha que ser filha de físico para falar essas coisas!

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A outra foi uma permutação completa nas tampas de 4 canetas bic. Ela brincando com as canetas fez uma permutação tal com as cores das canetas que, para colocar as respectivas  tampas tive que tirar todas elas das canetas pois não havia pares que combinassem( a primeira coisa que me veio à mente foi o simbolo de Levi-Civita quadridimensional). Todos os físicos sabem que permutação de 4 índices é coisa de quem mexe com relatividade...

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A Sofia hoje (9/11) , estava comigo dando banho no Heitor, quando ela viu um texto na banheira-trocador, escrito numa fonte ondulada, se virou pra mim e disse:
- Olha papai, uma função de onda!!!!
- Função de onda, filha?
- Sim é uma função de onda!
Perguntei quando ela me ouviu falar nisso, mas ela sempre desconversa nesse tipo de pergunta...

Outro dia conto dela explicando a diferença (observacional a olho nú) de planeta e estrela para a Luciane.

Abraços,

sábado, 7 de agosto de 2010

Trabalhando...

Seguem alguma fotos minhas tentando trabalhar com crianças por perto. Como sou criativo já arranjei outras funções pras gavetas...




A partir daqui a Sofia encontrou o volume 4 do livro de física do Moysés Nussenzveig, e ficou muito feliz!





Era isso que eu queria dividir com vocês.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Criança...

Não se preocupe, não será uma mensagem melequenta da importância e a pureza das crianças. E sim uma historinha da Sofia.
Todos os pais sabem que falara para uma criança dormir é quase uma heresia, e que elas tem as mais diversas reações. Uma das reações da Sofia é reclamar que o sol está brilhando e ela não precisa dormir por isso. A outra é andar de um lado pro outra na casa como um zumbizinho de tanto sono...

Nesse domingo que passou (25/07) foi bem familiar, e depois do almoço decidimos que descansaríamos e depois saíriamos para passear em um bairro que nao conhecíamos. Bem, nem preciso falar, todo mundo dormindo, tudo desligado e a Sofia Zumbi andando de um lado para outro e brigando se a chamássemos para deitar.

Acordamos e nos arrumamos, a Sofia colocou até echarpe. Ela entrou no carro e adivinhem??
Sim ela dormiu, saímos e fizemos o passeio (sem sair do carro). Bem assim que voltamos e o carro parou, a Sofia acordou e começou a chorar:
"Não saímos, e nem fizemos nada de diferente." Chorando copiosamente...

Aí explicamos para ela o que aconteceu, e meio resignada ela disse que ia dormir quando falássemos  para ela...

É papais e mamães se preparem... Cada um tem a sua mania.